abril 03, 2008

* à deriva em pensamentos *

Perco a conta à quantidade de coisas que podemos perder:
Perder a paciência,
perder a cabeça,
perder documentos,
perder-nos com um livro.
Ao crescer, perdemos a vergonha e o sentido do ridículo, acabamos perdendo a memória, a vista, o corpo, o rancor e por vezes perdemos a compostura.
Com o tempo perdemos também as manhãs, as horas, os dias e os anos. Perdemos oportunidades. Podemos perder o juízo, a confiança, a bagagem, o control, o autocarro, o comboio, o avião. Perdemos uns quilos, podemos perder alguém... inclusivé, perdemos-nos a nós mesmos. Desde que não percamos nunca a vontade de nos voltarmos a encontrar.


.....

Tenho dias em que gostava de ter abraços para todos poder abraçar. Todos aqueles que precisam de um mimo de um carinho, nada mais... e são tantos, "somos" tantos! Porque é tão fácil esticar os braços e tocar, sentir, dar e receber. Mesmo no meio dos dias em que me perco e me acho, é bom saber que cá dentro há uma chama que brilha e que se acende sempre que alguém se aproxima e diz...Que bom te ver!

2 comentários:

Helena Teixeira disse...

Eu preciso de um abraço... posso ficar na lista?

Um abraço dos grandes... daqueles bem grandes para ti :)

Beijo, Lena

Anonymous disse...

Que bom ler este post!Que bonita reflexão.Que em tudo e sempre nunca percamos a esperança e o humor, para que em cada dia possamos melhorar.
Um beijinho.
Alexandra
PS: "Que bom te ver!" :)